Marie Rucki, dia 1

Postado em Uncategorized em Março 25, 2008 por Sylvain

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Minha intenção não é fazer uma cobertura diária dos ensinamentos de Mme. Rucki, transmitidos nas palestras que acontecem até sexta no Iguatemi -até porque eu não devo ir todos os dias-, mas ontem fui, vi e gostei.

Com o tema da Nova Geração, a mestra (que representa a típica senhora parisiense: chique naturalmente, culta e doce até a página dois) basicamente tratou de fazer uma comparação da filosofia de vida e de trabalho dos grandes nomes da moda, que estão aí há décadas, e a novíssima leva de jovens profissionais. Novos talentos que, em alguns casos, já têm suas próprias grifes e outros que, por ora, ainda são meros empregados das grandes maisons. A grande diferença entre as duas gerações de estilistas é essencialmente o que os move, a faísca que impulsiona o trabalho de cada um, e a maneira com que eles olham para o métier. Por meio de exemplos muito bem escolhidos, Mme. Rucki ilustrou perfeitamente seu raciocínio e ainda nos fez conhecer gente nova muito talentosa (vale ressaltar que todos os nomes citados por ela são de pessoas em quem ela acredita e de quem admira o trabalho, além de serem formados pelo Studio Berçot, dã).

Diferenciar a nova geração da mais antiga é relativamente simples: os profissionais de agora são mais bem preparados, estudados, raciocinam de forma mais cartesiana e não são unicamente movidos pela emoção. John Galliano e McQueen, por exemplo, são estilistas de emoção, que aprenderam a ler as necessidades mercadológicas de suas próprias marcas e das para quais trabalham meio que na raça, já que só foram preparados para criar. Mme. Rucki elogiou bastante o Olivier Theyskens (adoro!) como um belo exemplo de jovem criador cheio de entusiasmo, capaz de entender perfeitamente o mercado, absorver a história da marca que o emprega e ao mesmo tempo imprimir sua própria identidade nas roupas que faz para a Nina Ricci (e, anteriormente, na Rochas).

O primeiro case de jovem típico representante da nova geração a quem fomos apresentados é Yasu Michino, “garoto” de 25 anos, responsável pelo desenvolvivento de boa parte dos acessórios da Givenchy. Mme. Rucki disse que entrevistou o menino e ficou muito impressionada com sua estratégia de carreira, muito metódica e madura, longe do estereótipo de jovem intempestuoso e porra louca de outras gerações. Seu pragmatismo é tanto que, depois de tentar ganhar espaço na maison através de suas bolsas (desenhadas em croquis precisos que mais parecem saídos de uma aula de geometria), ele não se importaria em mudar de área, carregando consigo tudo o que aprendeu na moda.

Jean-Philippe Gawronski fez estudos de direito em Paris, mas decidiu desenhar sapatos, masculinos e femininos, que hoje são fabricados em couro natural na França e tingidos com materiais não-poluentes, parte da filosofia ecologicamente correta de seu trabalho. Ele é sócio da Imitiation and Disguise e colaborador deste blog aqui, o Bem-casadas, da Constance Borges, que é brasileira e já trabalhou na Givenchy.

Teve também o exemplo da Talc, grife que faz roupas infantis bem básicas, que poderiam ser encontradas no Monoprix, mas fez material de divulgação fofo e conceitual com os petits e arrumou O ponto pra sua loja, no Marais. Isso tudo, somado ao fato de ser bem-relacionada dentro da elite parisiense e pronto: virou hype entre madames que querem o básico com um touch a mais para seus filhotes. Teve ainda o exemplo da COS (de Collection of Style, braço da H&M), que desfila em Londres e faz uma moda urbana e minimalista para ambos os sexos e todas as idades, a preço acessível. Aliás, os três exemplos acima são de grifes que aliam qualidade, design e preço, algo bem importante nos dias de hoje e também para Mme Rucki. Não me admira que ela goste tanto da Marisa…

Post longo, né? Mas, calma, que vem a melhor parte: exemplos de moda masculina! Marie Rucki citou o norte-americano Adam Kimmel, que desfila em NY e faz roupa para poucos (segundo ele próprio). Queridinho do meio artsy da Big Apple e de estilistas como Martine Sitbon, Adam se inspira nos artistas dos anos 60 e 70 (Pollock e Warhol são algumas das referências) para criar uma moda meio intelectual, meio snobbish, feita com os melhores materiais do planeta. É tudo pretensiosamente cool, como a roupa do pintor de telas que finge que não se preocupa com o que veste, sabe? Enfim, sangue jovem, de sucesso.

Antes de fechar com Lacroix e seu enorme talento para ser mais do que estilista de moda (comparação com a facilidade da nova geração em multiplicar as possibilidades de sucesso) e mostrar que ele soube conduzir muito bem sua carreira ao desenhar de assentos para o TGV a uniformes de aeromoças da Air France, Mme. Rucki guardou um capítulo para Hedi Slimane, dizendo que ele é o futuro, um exemplo de talento com identidade. Assinatura que ele carregou para a fotografia desde que saiu da Dior e que continua presente em seu trabalho. As fotos de Slimane têm sempre algo de trash, de anônimo, de frio, num universo muito próximo da música, no qual ele sempre conviveu. Reflexo óbvio nas roupas que criava para a Dior que, apesar de serem voltadas para um público essencialmente jovem, foram resultado da visão do estilista que talvez tenha entendido melhor a evolução de uma geração. Eu, como sou fã, pulei na cadeira nessa hora. Bem legal.

Amanhã volto lá, no dia 3, e conto pra vocês o que achei.

Papillon

Postado em Uncategorized em Março 24, 2008 por Sylvain

amabaw2.jpg amabaw1.jpgFiquei intrigado com a aposta de Tommy Hilfiger nas gravatas-borboleta em sua coleção de inverno 2008, depois com o editorial delicioso da Another Magazine e, no dia seguinte, ao ver uma entrevista com o francês Alexis Mabille no Hintmag. Hilfiger parecia convicto sobre o momento dos noeud-papillon na moda masculina (mesmo se a justificativa de que se inspirou no filho-aspirante-a-rapper-que-pede-pro-pai-da-namorada-fazer-os-nós-da-gravata me pareceu um tanto superficial) e apostou neles em boa parte dos comportados looks da coleção. Mabille é um jovem parisiense que vem rendendo assunto ao explorar inúmeras possibilidades que uma simples gravata-borboleta pode render em versões masculinas e femininas..amabaw4_2.jpg amabaw3.jpgTendo passado por maisons famosas como Nina Ricci, Ungaro e Christian Dior, Mabille sabe o que faz e guardou o gosto pela elegância e sofisticação que aprendeu por lá, acrescido de uma boa dose de humor. Trabalha com duas linhas: A Impasse 13, linha unissex de vestuário, e a Treizeor, de acessórios, sem fazer distinção entre homem e mulher, na única intenção de questionar a divisão dos sexos na moda enquanto cria belas roupas. O sucesso dele é tanto que lhe rendeu convite para mostrar suas criações durante a semana de alta-costura em Paris, no último mês de janeiro. Esse moço entendeu bem o espírito da nossa época e suas propostas às vezes sóbrias, às vezes divertidas, são a melhor tradução de como usar a tradicional gravatinha no século 21. Olho nele.fall08.jpgOutro que vira e mexe aposta nas borboletas é Paul Smith, e sua coleção de verão, que chega agora às lojas de fora, faz todo sentido nesse novo contexto funny de como usar a sua. Vide o editorial da AM.00350m.jpgAgora, se tivesse que escolher um ícone borboleteiro meu voto seria para o estilista-pinguim Alber Elbaz. Ele parece ter nascido de gravata-borboleta, não? Vamos ver se essa nova mania da moda masculina dura ou se é só fogo-de-palha. Usada de forma fresca e fugindo do óbvio, sou super a favor.alber_narrowweb__300x5550.jpg

Vogue Hommes nova!

Postado em Uncategorized em Março 20, 2008 por Sylvain

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Saiu hoje a edição de primavera-verão europeus da Vogue Hommes, bíblia francesa do estilo. Na capa, foto fetichista em PB (coincidentemente, a mesma idéia que eu usei pro editorial da McMag, em breve por aqui…) por Hedi Slimane, que assina também as fotos do principal recheio da edição. Tem a Daria Werbowy nua, com o namo Andrès, clicados por Inez Van Lamsweerde e Vinoodh Matadin, e matéria com o The Virgins, nova sensação do rock novaiorquino e dândis cheios de estilo, clicados por Terry Richardson.

Vai lá no site e assiste ao videozinho que resume bem a revista. É bem legal.

Tim Hamilton e a Uniqlo

Postado em Uncategorized em Março 19, 2008 por Sylvain

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O estilista norte-americano Tim Hamilton, um dos nomes mais legais da semana de moda de Nova York, fechou parceria com a japonesa Uniqlo, novo hype do fast fashion mundial, para assinar uma coleção exclusiva para a rede. A exemplo de suas concorrentes H&M e TopShop, a Uniqlo também vem investindo pesado em desenvolver capsule collections (minicoleções dentro das suas próprias), só que com nomes novos e emergentes. Até a nossa Juliana Jabour (que faz um megasucesso no Japão) foi escolhida para desenhar a sua, junto com o ótimo Alexander Wang e mais dois estilistas ingleses.

No caso de Hamilton – que se inspirou na lenda da dança Vaslav Nijinsky em sua coleção própria para o inverno 2008-2009 -, a simpática coleção masculina tem referências dos anos 30 (A década da elegância masculina, aprendi com o Fabrizio Rollo) e olha também para a obra do italiano Bruno Munari, artista multifacetas bem importante nas artes do começo do século.

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É uma linha básica com um charmezinho a mais, tem cartela de cores elegante e peças bem cortadas, super urbanas. Gosto muito dos cardigãs mais compridos (ah vá) e me vejo fácil usando todas as peças. O melhor: os preços vão de US$ 39,50 a US$ 59,50. Disponíveis a partir de 28 de março. Viu como dá pra se vestir bem sem gastar muito? I love Uniqlo. (Ah! Dêem uma olhada no site do Hamilton, gosto muito!)

Triste fim

Postado em Uncategorized em Março 18, 2008 por Sylvain

Esse aí embaixo é André 3000 (da banda Outkast), que um dia foi considerado um dos homens mais estilosos do planeta. Parece que a noção ficou pra trás…Affff…Rehab pra ele!

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Blond ambition

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Uma mistura de Elvis com mangá

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Pra não pagar mico sozinho ele chamou um amigo do mesmo naipe…ui!

It guy

Postado em Uncategorized em Março 18, 2008 por Sylvain

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Tem nome quente no mundo dos cenários fashion lá fora. O artista plástico inglês Gary Card caiu nas graças de nomes importantes e vai caminhando para ser o novo darling na sempre estreita relação entre moda e arte. Depois de ter colaborado na última campanha do rei do preppy inglês Paul Smith, Card viu sua popularidade explodir e suas telas cheias de cores e traços fortes virarem inspiração dos profissionais mais influentes do mercado.

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Foi o caso da sempre cool Another Magazine, que fez o moço virar modelo por um dia em editorial clicado por William Selden e com styling hype de Nicola Formichetti. Nas fotos - claramente inspiradas no também britânico David Hockney, artista-fonte do verão de Paul Smith -,  Card dá a pista do que deve vestir o homem europeu (pelo menos o inglês mais esperto) com looks cheios de misturas e com muitas cores (olha elas aí!), arrematados por gravatas-borboleta (parece que chegaram mesmo…lembram do Tommy Hilfiger? Falo mais a respeito em um post só delas, logo, logo) e fotografados diante de telas incríveis de sua própria autoria.

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Incrível como ele virou gêmeo por um dia do Hockney (eleito um dos 50 homens mais estilosos do mundo pelo men.style). Olho nesse nome. E apesar do conjunto do editorial remeter fortemente ao universo de Paul Smith, a edição é muito bem amarrada e looks da Comme des Garçons, Missoni e Kenzo – além do PS, claro -conversam deliciosamente entre si. Lindo.

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Essas fotos me fizeram pensar. Bom, lá vai. Fotografei um editorial para a próxima edição da MCMag (que o querido Marcelo Hirata toca lá de Londres) neste fim-de-semana e fiquei bem feliz com o resultado, ao mesmo tempo sexy e chic, longe das fórmulas comerciais e conservadoras a que estamos acostumados aqui no Brasil. Logo mais mostro pra vocês. Da mesma forma, quando olho para um editorial como este da Another Magazine, me pergunto por que será que por aqui a gente sempre ouve “o homem brasileiro não entende, por isso não funciona aqui…”? Ora, e vocês acham que na Europa toda você encontra homens coloridos assim em cada esquina? Claro que não. É uma minoria, sim. O problema está na capacidade de interpretar as fotos como manifestação artística também, não só um enfileirado de camisas e gravatas prontas para serem consumidas, como em qualquer catálogo de moda para escritório. É um problema cultural? É. Mas acho que cabe também aos veículos tentarem educar seus leitores, aos poucos, mostrando que se ligar em moda não é necessariamente ser viado e fútil. E o homem está com a cabeça cada vez mais aberta com relação à moda, que tal aproveitar? Presos à máxima ”em time que está ganhando não se mexe” é que não se vai a lugar algum. Viajei?

Orlando Bluno

Postado em Uncategorized em Março 17, 2008 por Sylvain

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Os japoneses da Shiseido acertaram em cheio ao escolher o ator inglês Orlando Bloom (de Senhor dos Anéis e Piratas do Caribe) para ser o novo garoto-propaganda da pomada para cabelos da Uno, linha de cosméticos masculinos da marca. A campanha tem versão impressa e em vídeo, num filme publicitário, com jeitão de curta-metragem, em que Bloom interpreta um pintor em começo de carreira que se envolve com a bela Kuriyama Chiaki, atriz que já é embaixatriz da Shiseido mundo afora.

O filme é bonitinho. Meigo e romântico como uma comédia de Hollywood, coisa que Orlando sabe fazer muito bem. Ele certamente tem o physique-du-rôle, funciona. Eu, como gosto do tema, adorei. Menção honrosa para o figurino do filme, cool e chic na medida certa.

Art’n'music

Postado em Uncategorized em Março 14, 2008 por Sylvain

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Se você gosta de posters artísticos e de música, tem que se ligar no mundo da Flatstock. Trata-se de uma convenção organizada pelo American Poster Institute (API) em parceria com a Gigposters.com e com o Pitchfork Music Festival, que tem o objetivo de divulgar o incrível trabalho de artistas do mundo inteiro especializados em silk-screen. A Flatstock acontece durante os festivais de música em várias cidades do mundo (Austin, Seattle, Chicago e Berlin, por exemplo) durante o ano todo.

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A 16a. edição está acontecendo em Austin, nos Estados Unidos, durante o SXSW Festival, que tem um sem-número de bandas novas e independentes no line-up. Os artistas ficam posicionados em tendas específicas e quem quiser adquirir os posters pode pedir para serem feitos na hora. Cheios de cores e motivos psicodélicos, lembram os cartazes de divulgação de shows dos anos sessenta e são verdadeiras obras de arte. Foi durante os sixties, aliás, que o silk-screening – técnica normalmente usada para estampar camisetas – migrou para os posters, criando arte para divulgar shows de gente como Santana e Grateful Dead.

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Hoje em dia, a arte dos posters em silk-screen ajuda a divulgar bandas indies que não têm tanta penetração na mídia, ao mesmo tempo em que a tiragem limitada de cada exemplar e seu processo quase artesanal de confecção garantem ao comprador o gostinho de adquirir algo exclusivo para pendurar em sua parede.

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No men.style saiu uma materinha bacana a respeito, mostrando a obra de alguns top-artistas do meio e alguns de seus melhores trabalhos na carreira. Tem banda graúda que já aderiu a esse marketing muito roots, mas com um charme que nenhum poster industrializado consegue ter. Muito legal.

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My name is Ford, Tom Ford

Postado em Uncategorized em Março 13, 2008 por Sylvain

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(Sorry, gente. Este foi meu primeiro post feito no Mac, por isso subiu cheio de errinhos. Agora vai.) 

Cuidado: ele vai dominar o mundo. Tom Ford continua sua empreitada rumo ao topo da moda masculina global. Depois de abrir sua tão falada loja em Nova York – verdadeiro templo do luxo para poucos – e de se manter nas manchetes dos blogs mundo afora por conta de suas polêmicas campanhas publicitárias, o texano mais sexy do planeta deve passar a assinar o figurino do agente secreto mais sedutor do cinema. Boatos dão conta de que ele teria fechado contrato para vestir o ator Daniel Craig a partir do próximo espisódio da saga 007. Não se sabe ao certo o real motivo da troca da maison de alfaiataria italiana Brioni por Ford, mas as especulações vão desde uma oferta financeira maior até a troca da figurinista Lindy Hemming por Louise Frogley, passando pela saída do estilista Umberto Angeloni do comando da Brioni como razão principal. 

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Foi Lindy que escolheu a Brioni na época das filmagens de “007 contra Goldeneye”, firmando uma parceria que durou até o último filme, “Cassino Royale” e que desbancou até Armani na corrida para vestir o agente a serviço de Sua Majestade. A grife italiana sempre primou pela discrição nos looks de James Bond, o que deve mudar a partir do momento em que for confirmada a nova parceria, já que discreto é uma coisa que Tom Ford não é. Com isso, a Eon, produtora dos filmes de 007, espera ganhar mais publicidade e alavancar o merchandising nos filmes, que sempre foi muito forte (vide os relógios Omega e os carros Aston Martin e BMW) e tem potencial para crescer mais ainda.

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Para quem quiser saber mais sobre o estilo de James Bond, recomendo o livro “Dressed to Kill”, de Nick Foulkes. Bem legal.

Confesso que tenho um pequeno bode de Tom Ford. Ele “meio que se acha demais”, não? Fora que essa coisa de ser uma unanimidade sexual entre homens e mulheres ( já tive até que aturar namorada minha dizendo que pegaria o amigo em questão…hmpf! ) soa meio batido. Conta outra, né? Enfim, o cara é esperto, é bonito e tem talento. Reconheço que, com essa nova parceria (se confirmada), ele surge como O nome da moda masculina. Respect!    

Caçando borboletas

Postado em Uncategorized em Março 12, 2008 por Sylvain

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Looks bacanas do inverno de Tommy Hilfiger

Deu no Fashion Wire Daily: “O clássico sportswear norte-americano visto com olhos internacionais”. Esta foi a definição do tema da coleção de inverno 2008-2009 de Tommy Hilfiger, apresentada semana passada em Nova York.

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Dá-lhe gravata-borboleta

Inspirado na jet-set dos anos setenta e nos filmes de James Bond (os com Sean Connery), Tommy misturou as tendências masculinas da hora como o cardigan, paletós de um e dois botões e jaqueta safari. Até que o resultado não é tão ruim, em se tratando de moda norte-americana (eu morro de preguiça, vocês sabem). Agora, o que me chama a atenção é a quantidade de gravatas-borboleta nos looks. Mas pra isso, Tommy tem uma boa explicação:

“Meu filho me deu essa idéia (Tommy tem um filho aspirante a rapper nos EUA, de codinome Rich Hil, e que assumiu a gravata borboleta como marca registrada). Acho que é o momento da gravata-borboleta na moda masculina. Penso que, se meu filho está usando, então é porque chegou a hora delas”. O FWD pergunta então ao filho: “Onde você aprendeu a dar os nós da gravata-borboleta?”. Resposta: “Não aprendi. O pai da minha namorada é que faz os nós pra mim. E eu uso o tempo todo”. Ah, tá.

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Rich Hil e o pai: borboleteando

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Entregou que é americano! Ui!