Sangue novo na terra da Rainha

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Em sentido horário, de cima para baixo, criações de: Aitor Throup, Licentious, Deryck Walker e Kirchhoff Meadham. 

Definitivamente, a moda masculina não é mais a mesma. Sacudida para além do universo skinny, atravessa hoje um momento de ebulição delicioso para quem curte o assunto, como eu. Vitor Angelo já deu seus pitacos em seu Dus*****Infernus e é ótimo que o assunto possa ser este, depois de tantos holofotes sobre as mulheres. Vitor apresentou nomes alternativos aos comercialmente estabelecidos, gerando um questionamento sobre qual é o futuro da moda masculina. Obviamente, o amanhã passa essencialmente pelos novos talentos, que pipocam mundo afora (ufa!), e quatro nomes vêm rendendo assunto diretamente do maior dos celeiros, Londres. Aitor Throup, Licentious, Deryck Walker e Kirchhoff Meadham representam a jovem guarda criativa da terra da Rainha e são apontados como parte certa desse futuro da moda masculina.

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Aitor nasceu na Argentina mas foi criado em Burnley.Tem 26 anos, se formou no Royal College of Art e desenha desde sempre histórias em quadrinhos. Recusou ofertas tentadoras para um formando – como a da Aquascutum- até descobrir um paralelo entre moda e futebol que o convenceu a desenhar roupas. Trabalhando na CP Company, percebeu que era uma marca muito usada pelos hooligans ingleses e a relação entre o universo violento dos torcedores de futebol e a moda fascinou Aitor. O resultado pode ser visto hoje nas suas criações com perfume militar e caveiras por toda parte (por que será que as caveiras fascinam tanto?). As criações do moço são todas apresentadas em croquis no site dele, mostrando que suas origens de quadrinhos continuam vivas. Já foi citado no about fashion e  rendeu até matéria na I-D, ano passado.

A Licentious é a marca de Michael Ellis e Matthew Crowley e tem uma visão moderna e fresca do preppy, misturando tudo com grunge. Mix bem bom de comercial com conceito. (não achei mais fotos deles e o site tá em construção, pena)

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Inverno 2007 de Deryck Walker 

O escocês Deryck Walker é outro que entendeu que conceito sem conteúdo não vai pra lugar algum. Sua coleção de inverno 2007 é sóbria, preta em 90%, com boa mistura de street e alfaiataria. Tá pronto.

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Benjamin Kirchhoff e Edward Meadham fazem roupa pras mulheres também, mas isso vou deixar pra outro blog analisar. A linha masculina tenta sair do underground total com boa camisaria misturada a toques esportivos, como as referências ao boxe (junto do surf, é o esporte fashion do momento), em mistura bem atual de materiais orgânicos e tecnológicos.

Gente nova aliando conceito, arte e tino comercial. Na engrenagem da moda masculina atual, têm tudo pra ir muito longe. Dá um gostinho de vitória todo especial perceber que os talentos saídos das grandes escolas hoje em dia não se dedicam unicamente a fazer roupa para mulheres.

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7 Respostas to “Sangue novo na terra da Rainha”

  1. Adorei o post!! Sou mega fã do Aitor Throup! Os outros não conhecia ainda, mas gostei bastante também!!

  2. Lula Rodrigues Says:

    oi bonitex,

    estou adorando o seu blog.belas sacadas e muitos assuntos. quanto ao incosciente coletivo, acho que a parada é essa mesmo. estamos conectados em tempos globalizados – simples assim e as semelhanças endossam a ligação .. e dá-lhe WGSN. parabéns, besos

  3. No comment’s!
    Esse é o melhor Blog do momento!

    Adoooooooro!

  4. syl, é só um ponto de vista. estou farto de falsos totens, no meu pnoto de vista. e não sei se a alfaitaria retrô será o avanço da moda masculinem, outro ponto de vista.
    eu aposto no esporte e por isso a brincadeira com Chanel, mas é só uma aposta ou um outro ponto de vista
    nem acho o benHARD tudo isso não, (amei o trocadilho, ri de um tanto), mas acho que o caminho é mais pra lá do que esse esse que todos estão olhando, até porque meu medo é que tudo acabe como Tom Ford, que ninguém ousava mexer e hoje todos diminuem sua inportância. Não digo que o Slimane não tenha importância , longe disso, ele levou pra roupa masculine a ideologia de uma sociedade que anseia o passado, a adolescência e a pedofilia e tirou um marasmo messmo. Mas será que fica com o mesmo valor daqui uns 10 anos. Se a moda masculine não avançar pode ser…
    E sobre Walter, nem quero fazer um contraponto, pois ele é lado B total hoje na moda…ninguém olha pra ele e acho que as questões que ele pensa respingam em toda a moda “oficial” hoje tanto de homens como de mulheres, pra mim ele é central em muitas questões. Mas nem precisa de defesa, porque ele estava em um movimento importantíssimo na moda: os 6 de Antuérpia que junto com Prada e Helmut Lang talvez seja o que será mencionado no futuro sobre os anos 90.
    Mas eu não quero ser vidente nem cigana, por isso um ponto e vírgula nessa discussão.
    bjs

  5. ah! não é que eu despreze a alfaitaria e tudo o que ela traz, ela é vital no campo da moda, faz parte da civilização fashion, ams acredito que podemos relaxar os cvalores agora, nesse momento, pra ter um real avanço . apenas isso.

    ah! e esse Aitor Throup bem me lembrou a coleção feminina da Undercover com cairas de umas 4 temporadas passadas – masculine-feminine

  6. Maria Prata Says:

    agora quero ver as roupas de menina do último moçø!!!

  7. Adoro Aitor Throup!!

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