Dutch touch

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O estilista Lucas Ossendrijver, responsável pelo sucesso do masculino da Lanvin 

Na última temporada de desfiles masculinos para a primavera-verão 2008, apontei a Lanvin como uma das minhas coleções preferidas. Adorei a esperta e elegante mistura de clássico com esportivo, numa moda super usável, suave e leve, chique sem pretensão. Na época eu achei que o fofo do Alber Elbaz assinasse também o menswear da Maison. Como ele faz tão bem a feminina, me pareceu natural que ele acertasse em cheio na masculina também. Pura falta de informação minha. O sucesso da linha masculina da Lanvin atende pelo nome de Lucas Ossendrijver, um holandês de 37 anos, que já fez parte da equipe de Hedi Slimane na Dior Homme e que tem um discurso tão cool quanto as roupas que cria.

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Spring 2008

O diretor artístico da Lanvin é mesmo Alber Elbaz e, mesmo assinando a linha masculina, Lucas se reporta a ele quando tem uma idéia para a marca. Em entrevista ao site do jornal francês Le Figaro, ele conta que o único consenso é que seja algo novo, jovem e usável para todos os homens da Maison. A partir daí, ele assume.

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Elbaz e Ossendrijver ao final do desfile de inverno 2007

Lucas Ossendrijver nasceu e foi criado na Holanda, estudou moda por lá e logo resolveu debandar pros lados da capital francesa. Em Paris, trabalhou na Plein Sud, na Kenzo Homme, de 1997 a 2001 e daí para a Dior Homme, de onde saiu em 2005 para assumir o masculino da Lanvin. E ele vem mostrando que aprendeu bastante sobre o homem contemporâneo com Slimane, que ele mesmo reconhece ter sido sua grande escola sobre a nova silhueta masculina. Suas últimas coleções foram incensadas justamente pela acertada mistura de chique e casual, com a imagem de um homem menos careta e mais relaxado.

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Fall 2007

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Spring 2008

Cheio de personalidade, Ossendrijver odeia o termo “relaxado”. Prefere leve. Ou suave. E isso não significa um homem afeminado, de jeito nenhum. “Quando a proposta é suave, tudo pode ser usado, mesmo com alguns toques de extravagância. Os dândis do começo do século 20 não eram todos gays”, explica. “O homem de hoje é mais aberto, quer usar roupas mais leves, coloridas, cortadas em materiais até então reservados à moda feminina, mas sem perder a virilidade”, continua, antes de fechar com chave de ouro: “a moda não deve se levar a sério, mas flertar com a perfeição sempre”. Lucas conta ainda que se inspira de suas andanças pelas ruas de Paris, pela vida real, como ela é.

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Fall 2007

Entendeu tudo esse moço.

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2 Respostas to “Dutch touch”

  1. adorei pepo!
    alguma manifestaçao nacional pra essas coleçoes da lanvin que tbm venho considerando o mais fresh de moda masculina!
    a ultima é incre!
    se joga por paris na loja e me conta!!
    bjos

  2. ADOREI SUAS ROUPAS LUCAS……COMO FASSO PRA VER MAS …TE ADORO EU ESTOU LANÇANDU UMA GRIFE QUE SE CHAMA GAMA GAMA ESPERU QUE ELA ENTRE NO RAMO DA MODA …BEIJOS WESLLEY AGRADECIDO

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