Arquivo para outubro, 2007

Recordar é viver

Posted in Uncategorized on outubro 30, 2007 by Sylvain

Eu já tinha falado sobre essa experiência incrível aqui e as meninas da Oficina de Estilo fizeram o favor de achar o vídeo do Prince cantando na abertura do desfile do Matthew Williamson!

Como eu achei mesmo que faltou isso no diário do rgvogue, vale a pena lembrar de novo. E pra quem não pôde estar lá, dá pra ter uma idéia do quão legal foi. A música é Chelsea Rodgers e está no último álbum do mínicantor.

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Diário de Viagem

Posted in Uncategorized on outubro 30, 2007 by Sylvain

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Eba! Finalmente Maria e eu conseguimos terminar o diário de viagem pro site da rgvogue. Jeff fez uma intro bem simpática e logo em seguida vêm nossas dicas e reports dos ótimos 20 dias que passamos na Europa. É curto, mas vale a pena. Também gostei da seleção de fotos, um pouco de cada coisa. Vai lá!

Meu TIM Festival

Posted in Uncategorized on outubro 29, 2007 by Sylvain

Não acho que o festival foi um fiasco, não. Tudo depende do ponto de vista e do foco de cada um. Pra turma que só se importa com eletrônico, devo concordar, foi um lixo. Ainda mais se tiver tido o desprazer de assistir às atrações sofríveis na The Week, em SP, como eu. Nem o coitado do Lindstrom, deslocado no line-up, conseguiu aliviar a frustração. Agora, se o leque de gosto musical for mais amplo, eu acho que o saldo do TIM é até positivo. Cat Power e Anthony & The Johnsons fizeram shows excelentes. No Anhembi, apesar do formato desumano pra quem tem mais de 30 anos e mais o que fazer do que passar a noite de pé no cimento, com trabalho esperando na segundona e tendo que amargar falta de bebida às dez da noite, eu acho que valeu.

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Achei a Bjork foda demais, puta show! E mesmo amigos que não curtem tanto a música reconheceram ao meu lado que ela mandou muito bem. Pra quem gosta da música então, foi bom demais. Até porque ela cantou várias antigas. A produção é impecável. Visual e sonora. Freak sim, mas com todo o meu respeito.

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Juliette Lewis parece à vontade no papel de Lady Rock´n´Roll. Contorcionista das boas, parece feita de borracha. E mesmo se por vezes é afetada demais, a ex-assassina por natureza se revelou uma show woman de primeira. Além de linda e com o melhor figurino da noite (o da Bjork era bom também). O marketing é tão bem feito que tem até uma tentativa forçada de tirar o foco dela: ela só se refere à banda como The Licks, nada de Juliette. E até os bem escolhidos músicos têm seu momento clube das mulheres, tirando a camisa no meio do show e fazendo pose de go-go boys na beira do palco. No caso dela, a música é quase um detalhe.

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Os Arctic Monkeys podem não agradar a todos, mas tenho que reconhecer que são competentíssimos no que fazem. Rock curto e grosso, com todo o tempero british de ser. Como show, nota 9.

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Já na raspa do tacho das minhas forças, azedo e encanadíssimo com trabalho de segunda-feira, esperei três músicas do The Killers antes de me retirar. Pop para as massas. O U2 encontrou seu substituto. Já vejo o Sr. Brandon Flowers (com tanta flor no palco, nome mais apropriado não tem, né?) de chapéu de vaqueiro e óculos máscara pregando o fim da fome no Gabão. Quanta cafonice. Funciona, admito. Mas é tudo tão over, da cenografia aos trejeitos dos integrantes, que Wagner Moura devia ter aproveitado que esteve no Anhembi para empunhar um microfone e gritar: “Flowers, o senhor é um fanfarrão!”
Meu saldo? Positivo com ressalvas. Mas me diverti, que é o que importa numa ocasião destas.

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Ah!! Esqueci de comentar sobre o Hot Chip! Apesar de prejudicados pela falha no som, achei MUITO bom!! Conhecia pouco e virei fã. Com direito a cover de Temptation, do New Order. Pra mim, um dos melhores da noite.

Moda, por William Klein

Posted in Uncategorized on outubro 24, 2007 by Sylvain

Sim, eu tô fascinado pelo trabalho do William Klein. Resolvi postar mais um vídeo que mostra trecho de documentário feito por ele.

É tirado de Mode In France, de 1984, história animada da moda na França, narrada por Serge Gainsbourg, no clima e tom das canções dele. São três modelos-atrizes que vestem, trocam e sobrepõem peças que formam looks pontuais de cada década, ilustrando a história contada pelas palavras de Gainsbourg.

Vai até os anos 80, dizendo que “a partir daí, a revolução na moda acontece a cada seis meses”. Sábio Serge. (Sorry, mas o vídeo não tem legenda. Espero que dê pra sacar o espírito da coisa)

William Klein começou como pintor, em 1948, e se apaixonou pela fotografia em 1950. Nasceu em Nova Iorque mas viveu a vida inteira em Paris. Influenciou demais a fotografia de moda por tirar as mãos das  modelos da cintura e mudar a posição de dançarina clássica que tinham os pés na maioria dos editoriais.

Algumas imagens que eu amo:

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Publicada na Vogue

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Clássica de Courrèges

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Adoro as cores!

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Mestre Gainsbourg

Polly Maggoo

Posted in Uncategorized on outubro 23, 2007 by Sylvain

Post rápido pra compartilhar com vocês um trecho do surreal filme de William Klein, Qui êtes-vous, Polly Maggoo?, de 1966. Tive a sorte de achar um box de DVD com ele e mais um documentário sobre a obra do Klein, chamado In & Out of Fashion na livraria do Palais de Tokyo, em Paris. Incrível como os anos 60 eram modernos. Logo mais faço um post mais elaborado sobre o filme.

Musa Trash Chic

Posted in Uncategorized on outubro 22, 2007 by Sylvain

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De junkie trash a ícone fashion. Se eu fosse alguém em Hollywood, correria pra filmar a vida da roqueira Courtney Love. O roteiro tá pronto.

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Filha de hippies sem-noção, Courtney passou por poucas e boas até chegar ao estrelato e hoje poder freqüentar as primeiras filas e os ateliês dos top estilistas. O pai deu LSD com ela ainda criança, a mãe fugiu com o novo namorado pra Nova Zelândia, deixando-a nas mãos de uma amiga psicóloga, quando Courtney tinha 9 anos. A partir daí, enfileirou fugas, temporadas em casa de famílias estranhas, internações em centros para delinqüentes e os primeiros problemas com drogas. Isso aos 15 anos. Aos 18, foi rodar o mundo como stripper, indo de Tokyo a Dublin, de Hong Kong a Taiwan.

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A fase roqueira a gente conhece: Hole, Nirvana, o suicídio de Kurt e a descida ao inferno nos anos que se seguiram. Brincou de ser atriz e teve um caso com o ator Edward Norton, “verdadeiro amor da vida” segundo declarou à revista Pop.

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Hoje, aos 43 anos, Courtney está limpa, magérrima (deve ser o método Madonna, os braços são iguais) e mais fashion do que nunca. Na verdade, a moda adora adotar personagens controversos e transformá-los em hype, basta ver o fenômeno Pete Doherty recentemente. Pois bem, a ex-loser foi adotada pelos fashionistas e virou musa. Sempre foi próxima dos estilistas (é amiga de longa data de Marc Jacobs e do clã Versace) mas talvez por estar sóbria e careta, tenha deixado de ser uma ameaça à imagem politicamente correta das grifes, caindo de vez nas graças do povo. Em Julho passado, no dia de seu aniversário, fez show em Londres que rendeu as fotos PB aqui postadas, by Hedi Slimane. Em Paris, um dia depois de assistir ao desfile de alta-costura (tendo em vista sua nova silhueta, cabe sem problemas nos apertados modelos couture) da Givenchy, fez pocket show dentro da loja da grife. E ainda teve o auê todo com Lagerfeld por causa do vestido Chanel fake que ela usou na festa de Paris Hilton e que depois rendeu até editorial na Bazaar.

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O disco novo, Nobody´s daughter, que sai em janeiro, é o primeiro que ela grava sóbria, segundo ela mesma. O porquê do título? Courtney explica: “Não tenho pais no sentido real da palavra, portanto não sou filha de ninguém. Não sou mulher de ninguém, puta de ninguém, viúva de ninguém. Mas sou mãe de alguém.” Ela se refere à filha, Frances Bean Cobain, que hoje tem 15 anos e que ela tenta preservar de toda a merda que possa acontecer, tendo em vista sua própria experiência de vida. Mulher de atitude é pouco.

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Courtney Love é ainda uma das pessoas com frases de efeito mais legais que eu conheço. Não dá pra não ser fã. Abaixo, algumas pérolas.

“Vocês acham que eu preciso fazer plástica pra levantar minha bunda? Já fiz mil plásticas e acho que parei. De qualquer forma, já está tudo caindo de novo…” (no meio de um show, falando com a platéia)

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“Eu adoro ser famosa. Por que tenho que dar alguma explicação? Gosto de tocar, de fazer música. Me dá a sensação de que eu presto pra alguma coisa. Para fazer isso direito eu abriria mão de tudo”

“Quando eu tiver 50 anos, vou virar diretora de cinema. Sei que posso fazê-lo por causa da minha experiência como rock-star. Estou acostumada a mandar”

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E a já famosa “Prefiro estar nua do que vestir um Chanel falso”, da época da Bazaar.

Momento beleza

Posted in Uncategorized on outubro 19, 2007 by Sylvain

Dois lançamentos para os homens de fino trato chegam às lojas de cosméticos.

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Depois de ter lançado sua linha de prêt-à-porter masculina em 2006, o norte-americano Narciso Rodriguez (que também já tá virando brasileiro, de tanto que anda por aqui) põe no mercado seu perfume pra homem, chamado simples e objetivamente de For Him. A campanha traz o brasileiro Evandro Soldati, que anda bombando mundo afora.

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Já a Givenchy foi além e criou toda uma linha de produtos de beleza voltados para as maiores preocupações dos homens. Tem anti-rugas (Intensive age-fighting), olheiras (anti-fatigue eyes lift roll-on) e creme para a pele. A linha Givenchyman é vendida exclusivamente na Séphora da Champs-Elysées ou na nova loja online da grife. Vale o clique se quiser saber mais sobre os produtos.

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