Enquanto isso, em NY…

robert-geller1.jpg
Look de inverno de Robert Geller, destaque em NY


É sempre meio brochante olhar a moda masculina de Nova Iorque depois de Milão e Paris. Tudo lá é muito certinho, comercial pra caramba, voltado para os EUA e não para o mundo. Dificilmente saem tendências da Mercedes-Benz Fashion Week. É meio que nem o Fashion Rio e o São Paulo Fashion Week, entende? Por isso a gente fica morrendo de preguiça e passa por azedo quando analisa os desfiles de NY. Mas vamos lá: temporada de outono-inverno 2008-2009 a todo vapor!

ragbone.jpg

No primeiro dia, o nome a ser destacado é o da dupla David Neville e Marcus Wainwright, da Rag & Bone, que chamou mais atenção por juntar Julianne Moore e Gisele Bündchen na platéia do que propriamente pela moda apresentada. Mas, sendo justos, os looks de inspiração claramente militar funcionam. Alguns mais, outros menos, mas há uma noção de elegância no ar, o que é bem positivo.

lacoste.jpg

lacoste1.jpg

Achei o inverno da Lacoste bem sem graça e careta, se comparado com o verão. Inspirada na estação de ski alpina Mégève e apresentada numa sala toda forrada de pele de carneiro, a coleção é ótima se você vai esquiar, mas xoxa se for usar na cidade. Tradicional demais, o homem da grife do crocodilo parece que envelheceu dez anos em uma estação. E com umas montagens de looks bem duvidosas. Tudo bem que a marca nunca foi de inventar demais, mas Christophe Lemaire já fez bem melhor. Eu que sou fã, fiquei frustrado.

zzegna2.jpg

zzegna.jpg

zzegna1.jpg

A Z Zegna -que tinha feito o melhor desfile na temporada passada- foi buscar inspiração no militarismo chinês (de olho no promissor mercado, claro) e realiza boa coleção, comercial com qualidade, super correta dentro do que se propõe a fazer. A marca absorve bem algumas tendências da estação (bem se vê o sangue italiano Zegna correndo nas veias) como as peles, o militarismo e a silhueta Charlie Chaplin, tudo bem visto em Milão e Paris. Roupa boa.

patrik-ervell.jpg

Rolou um certo hype no meio artístico com o nome de Patrik Ervell, sueco radicado na California, com Michael Stipe (R.E.M) na platéia e tudo. Sem ser o último grito em criatividade, o moço está acima da média norte-americana, com certeza. A coleção é a cara de Nova Iorque: mistura boa de alfaiataria com esportivo, pronta para bater perna no Village. Alguns shapes quadrados aparecem inexplicavelmente nas jaquetas, em oposição ao corte seco dos paletós, todos de um botão. Calças secas, quase skinnies, vêm mais curtas, como indica a tendência global. As peças de destaque são, sem dúvida, o hoodie e a jaqueta esportiva feitos com aquele material laminado dos cobertores térmicos de emergência, também usado para forrar toda a passarela do desfile.

robert-geller.jpg

O melhor desfile até o momento é o de Robert Geller, que mandou ver num militarismo gótico cheio de boas idéias. Roupas usáveis -mas não bestas-  ganharam força graças ao styling certeiro e inteligente, com bom jogo de sobreposições e lindas peças em tricô. Vale ficar de olho nesse moço.

O problema de Nova Iorque é esse: um monte de desfiles de ruim pra OK, e de vez em quando um sopro de criatividade. Cada um tem o Fashion Rio que merece, não é mesmo?

Uma resposta to “Enquanto isso, em NY…”

  1. não desdenha o programa da namorada não!! que ny é fraca mas a gente ama!!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: